Elon Musk e Sam Altman iniciam batalha jurídica bilionária pela missão da OpenAI
O julgamento entre Elon Musk e Sam Altman, CEO da OpenAI, começou nesta segunda-feira (27) em Oakland, Califórnia. Musk acusa Altman e Greg Brockman de traírem a missão original da OpenAI, transformando-a de uma organização sem fins lucrativos em um negócio voltado ao lucro. O processo exige a destituição de Altman e Brockman e o pagamento de US$ 134 bilhões em danos, valor que seria revertido ao braço filantrópico da empresa.
Contexto e acusações
A disputa judicial tem origem na fundação da OpenAI em 2015, quando Musk, Altman e outros criaram a empresa como um laboratório de pesquisa aberto para evitar o domínio da inteligência artificial por grandes corporações como o Google. Musk alega ter investido cerca de US$ 38 milhões com a promessa de que a tecnologia seria segura e acessível a todos. Segundo ele, Altman aplicou um 'longo golpe' para captar recursos antes de alterar o rumo da empresa, priorizando o lucro em detrimento da missão original. A relação entre os dois se deteriorou em 2017, quando Musk tentou assumir maior controle da OpenAI, deixando o conselho em 2018.
Valores e consequências
A OpenAI está prestes a realizar uma abertura de capital (IPO) com valor estimado em US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões). Musk exige reparação imediata, incluindo a destituição de Altman e Brockman e o pagamento de US$ 134 bilhões (R$ 667 bilhões) em danos. O valor, segundo Musk, não seria destinado a ele, mas sim ao braço filantrópico da OpenAI, garantindo que a IA continue beneficiando a humanidade. O caso é descrito como uma batalha entre 'altruísmo versus ganância' e será decidido por um júri popular.