Júri decide destino de Andrew Left, fundador da Citron Research, acusado de manipulação de mercado
Júri em Los Angeles ouve argumentos finais no caso de fraude em valores mobiliários contra Andrew Left, fundador da Citron Research. A acusação alega que Left manipulou o mercado e obteve mais de US$ 20 milhões em lucros por meio de práticas enganosas. A defesa argumenta que as ações de Left são condutas comerciais comuns e não ilegais.
Acusações e argumentos da promotoria
O Ministério Público dos EUA acusou Andrew Left de manipulação de mercado e fraude, alegando que ele obteve mais de US$ 20 milhões em lucros por meio de práticas enganosas. Segundo a promotoria, Left construía posições em ações de empresas, publicava relatórios com metas de preço e, em seguida, negociava rapidamente a preços diferentes. Durante os argumentos finais, o promotor Matthew Reilly destacou mensagens de Left, como 'We can destroy CRON', referindo-se à empresa Cronos, uma das ações envolvidas nas acusações. A promotoria argumentou que Left enganou investidores de varejo, fundos de hedge, a mídia e até a SEC, usando tweets como 'isca'.
Defesa nega ilegalidade nas ações de Left
A defesa de Andrew Left, liderada pelo advogado Eric Rosen, argumentou que o governo tentou criminalizar comportamentos comerciais ordinários. Rosen afirmou que a acusação 'selecionou a dedo 19 tweets e chamou isso de universo', ignorando dados mais amplos de negociação que mostram que a maioria das saídas rápidas de Left de suas posições ocorreu sem tweets ou relatórios. Ele também contestou o uso do termo 'imediatamente' pela promotoria, alegando que foi inventado para cobrir condutas que não são ilegais. A defesa busca convencer o júri de que Left agiu dentro das práticas normais de mercado.