Congresso define prazos e entraves para fim da escala 6x1; Senado resiste a votação acelerada
Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, mas Senado adia análise para após feriado de Corpus Christi. Presidente da Casa, Davi Alcolumbre, defende debate 'sem pressa' e rejeita papel de 'Casa carimbadora', enquanto oposição articula resistência.
Tramitação no Senado e resistência política
A proposta que põe fim à escala 6x1, aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026, enfrenta resistência no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adiou reunião de líderes para definir o encaminhamento da matéria, inicialmente prevista para esta semana, e sinalizou que a votação não ocorrerá antes do feriado de Corpus Christi. Alcolumbre argumentou que o Senado deve analisar o tema 'com calma, sem açodamento', defendendo a criação de uma comissão específica antes da apreciação em plenário. A postura contrasta com a da Câmara, onde o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) alinhou-se rapidamente ao governo Lula para aprovar a medida, considerada de alto apelo eleitoral.
Prazos e impactos da PEC
O texto aprovado na Câmara estabelece que a obrigatoriedade de ao menos dois dias de folga semanais entrará em vigor 60 dias após a promulgação da PEC. A redução da jornada de 44 para 40 horas semanais será implementada em duas etapas: primeiro para 42 horas após os 60 dias, e posteriormente para 40 horas após um ano. A proposta garante que não haverá redução salarial. Enquanto isso, 41 senadores de oposição já assinaram manifesto contra a PEC, alegando riscos à competitividade das empresas e à geração de empregos.