Rússia e Belarus realizam maiores exercícios nucleares da história com 65 mil militares e lançamentos de mísseis
Rússia e Belarus iniciaram nesta terça-feira (19/05) os maiores exercícios nucleares conjuntos da história moderna, envolvendo 65 mil militares, 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves e 73 navios. As manobras, que incluem lançamentos de mísseis balísticos e de cruzeiro, visam testar a prontidão das forças nucleares e praticar a 'dissuasão estratégica do inimigo'. O Kremlin reforçou que a dissuasão nuclear é a pedra angular da segurança nacional russa.
Escala e participantes dos exercícios
Os exercícios nucleares conjuntos entre Rússia e Belarus, realizados entre 19 e 21 de maio de 2026, mobilizaram 65 mil militares, um número significativamente superior aos 12 mil participantes das manobras Grom-2019, até então consideradas as maiores da história moderna russa. As operações incluem mais de 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios de superfície e 13 submarinos, abrangendo as Forças de Mísseis Estratégicos, as Frotas do Norte e do Pacífico, o Comando de Aviação de Longo Alcance e forças dos Distritos Militares de Leningrado e Central. O Ministério da Defesa russo destacou que o objetivo principal é testar a prontidão das forças nucleares e praticar a 'dissuasão estratégica do inimigo'.
Contexto geopolítico e fortalecimento da aliança nuclear
As relações nucleares entre Rússia e Belarus se intensificaram desde 2023, quando Moscou anunciou a intenção de implantar armas nucleares em território bielorrusso. Em seguida, um acordo de segurança foi assinado, prevendo o uso de forças nucleares para 'defender o Estado da União', uma aliança estratégica entre os dois países. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reforçou na segunda-feira (17/05) que a dissuasão nuclear é a pedra angular da segurança nacional russa, justificando as manobras como uma resposta a ameaças externas. As tensões com o Ocidente, especialmente após a invasão da Ucrânia em 2022, têm sido apontadas como o principal motivador para o fortalecimento dessa aliança militar.