Prefeito grego é preso por incêndio florestal que devastou 11 mil hectares próximo a Atenas
A Justiça grega determinou a prisão preventiva do prefeito de uma localidade no oeste de Atenas e do proprietário de uma empresa de instalação elétrica. Ambos são acusados de causar um incêndio florestal que destruiu mais de 11 mil hectares na região do vale do Megara, iniciado por faíscas em cabos elétricos ligados a um parque eólico. O fogo, impulsionado por ventos fortes e temperaturas recordes, se espalhou pela Beócia e Ática, resultando em colisão de dois helicópteros de combate a incêndios.
Detalhes da prisão e acusações
O prefeito de uma localidade no oeste de Atenas e o proprietário de uma empresa de instalação elétrica foram colocados em prisão preventiva pela Justiça grega após interrogatório que durou da manhã de quarta-feira (5) até a madrugada de sexta-feira (7). Ambos são acusados de 'incêndio violento em área florestal' e 'danos a instalações de utilidade pública', crimes que podem resultar em penas superiores a dez anos de prisão. As investigações dos bombeiros indicam que o incêndio começou em Agios Vasilios, a 85 km de Atenas, devido a faíscas em cabos elétricos administrados por uma empresa privada, ligados a um parque eólico na região.
Origem e impacto do incêndio
O incêndio teve início na sexta-feira (31 de julho) e se alastrou rapidamente, devastando mais de 11 mil hectares. As chamas foram impulsionadas por ventos persistentes e temperaturas recordes na Europa, afetando inicialmente a região da Beócia antes de se espalhar para Ática. Moradores locais relataram nas redes sociais que os cabos elétricos estavam conectados a um parque eólico instalado há mais de dez anos, contra cuja construção muitos haviam recorrido à Justiça sem sucesso. Durante as operações de combate ao fogo, dois helicópteros colidiram no ar na região de Psatha, na Ática Ocidental, em 2 de agosto.