Santa Casa de Santos em estado crítico por falta de doações de sangue; população é convocada a doar
O Banco de Sangue da Santa Casa de Santos, no litoral de São Paulo, enfrenta estoque em 'estado crítico' e faz apelo urgente por doações de todos os tipos sanguíneos. A falta de sangue compromete atendimentos de emergência, cirurgias e tratamentos. A coleta ocorre de segunda a sábado, com requisitos específicos para doadores.
Situação crítica e apelo à população
O Banco de Sangue da Santa Casa de Santos emitiu um alerta sobre o estoque em 'estado crítico', pedindo doações urgentes de todos os tipos sanguíneos. A unidade destacou que o reabastecimento é essencial para manter os atendimentos diários, que incluem emergências, cirurgias e tratamentos contínuos. Segundo o hospital, a baixa nos estoques pode impactar diretamente a capacidade de resposta a pacientes em situações críticas.
Como e onde doar
As doações podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, e aos sábados, das 7h às 11h, no banco de sangue da Santa Casa, localizado na Avenida Cláudio Luís da Costa, 50, no bairro Jabaquara, em Santos. Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto. Podem doar pessoas com idade entre 18 e 69 anos, e adolescentes de 16 e 17 anos acompanhados de responsável legal. Os doadores devem estar em bom estado de saúde, ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas e estar alimentados, aguardando duas horas após o almoço ou uma hora após um lanche leve.
Restrições e mitos sobre doação
Algumas condições impedem a doação de sangue, conforme orientações do banco. Não podem doar indivíduos que tiveram hepatite após os 11 anos de idade, portadores de doenças hematológicas, renais, câncer, diabetes, epilepsia, doença de Chagas, malária ou hanseníase. Também estão excluídos aqueles com histórico de infecção pelos vírus da hepatite B ou C, HIV, HTLV, ou que tenham parceiros sexuais com essas infecções. Usuários de drogas ilícitas, especialmente as injetáveis, também não podem doar. A Santa Casa reforça que mitos e falta de informação ainda afastam potenciais doadores, apesar da simplicidade do processo.