Poeta Antonella Antonia Paolini lança 'Il macello moderno' e explora a escrita como alívio da dor física e emocional
Antonella Antonia Paolini, finalista do Prêmio Pagliarani 2026, lança seu livro de estreia 'Il macello moderno', publicado pela Nino Aragno Editore em 2025. A obra, integrante da coleção 'I domani', é apresentada com nota de Laura Pugno e aborda a escrita como um processo de liberação de tensões internas, comparando a subjetividade a um 'continente' invadido por sensações físicas e emocionais. O livro reflete sobre a relação entre corpo, dor e criação literária, destacando a poesia como um 'farmaco' para aliviar o peso das experiências cotidianas.
A escrita como escape e transformação
Em 'Il macello moderno', Antonella Antonia Paolini utiliza a poesia para expressar a intensidade das sensações corporais e emocionais, descrevendo-as como 'formiche' que percorrem o corpo e a mente. A autora explora a ideia de que a escrita funciona como um mecanismo de liberação, um 'disannèro' — termo criado por Paolini para representar o ato de se desvencilhar das angústias por meio das palavras. Laura Pugno, na nota de apresentação, destaca que a obra resgata a escrita como uma prática física e tipográfica, remontando à infância e à sua capacidade de transformar o sofrimento em algo tangível e, ao mesmo tempo, terapêutico.
A tensão entre corpo e poesia
A tensão central do livro gira em torno do 'allarme corporale', um gatilho interno que interrompe a mecânica das ações cotidianas e força uma pausa reflexiva. Paolini compara esse momento a um 'click interno', uma ruptura que obriga o indivíduo a reconhecer a dor e a necessidade de descanso. A poesia, nesse contexto, surge como um espaço de resistência, onde as palavras se constroem como 'pareti di ferro', oferecendo uma nova força de atração e um refúgio para as emoções reprimidas. A obra convida o leitor a refletir sobre como a escrita pode ser um instrumento de cura e autoconhecimento.