Nunes Marques assume presidência do TSE e foca em defesa das urnas eletrônicas para eleições de 2026
O ministro Kassio Nunes Marques será eleito presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com foco na defesa das urnas eletrônicas, combate à abstenção e uso indevido de IA. Ele sucederá Cármen Lúcia e indicados por Bolsonaro.
Nova Liderança no TSE e Planejamento para 2026
O ministro Kassio Nunes Marques está previsto para ser eleito nesta terça-feira (14) como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcando o início de uma transição e intensificando o planejamento para as eleições de 2026. Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE, sucederá a ministra Cármen Lúcia. O ministro André Mendonça será eleito vice-presidente da Corte. Tradicionalmente, a vice-presidência assume o comando por ordem de antiguidade dos ministros do STF na Corte. Após a saída de Cármen Lúcia, o ministro Dias Toffoli ocupará a terceira cadeira relativa ao STF no TSE.
Defesa das Urnas e Combate à Desinformação
Nunes Marques tem sinalizado a interlocutores que, como presidente do TSE, defenderá as urnas eletrônicas e implementará medidas para combater a alta taxa de abstenção. Ele também discutirá ações para agilizar a derrubada de conteúdos que façam uso indevido de inteligência artificial e para aumentar a participação eleitoral dos povos indígenas. Nunes Marques avalia reservadamente que sua defesa da integridade do sistema de votação trará maior credibilidade a setores do eleitorado, especialmente aqueles ligados ao ex-presidente Bolsonaro. Uma força-tarefa será realizada com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para uma revisão detalhada das mais de 500 mil urnas (novas e antigas) a serem utilizadas nas eleições presidenciais de outubro.