Pesquisa revela vazamento de dados de funcionários para Google, Microsoft e Meta por softwares de monitoramento corporativo
Estudo da Northeastern University aponta que plataformas de monitoramento profissional compartilham informações pessoais e hábitos digitais de trabalhadores com grandes empresas de tecnologia e publicidade. Ferramentas analisadas registram atividades online, localização e dados de dispositivos, inclusive fora do expediente. Especialistas defendem regulamentação para limitar práticas de vigilância digital no ambiente de trabalho.
Detalhes da pesquisa e metodologia
Pesquisadores da Northeastern University, nos Estados Unidos, analisaram nove plataformas de monitoramento profissional utilizadas por empresas para acompanhar produtividade, registrar jornadas e supervisionar atividades em computadores e celulares corporativos. O estudo simulou o uso dessas ferramentas por meio da criação de contas de gestores e funcionários, identificando que os sistemas enviam dados identificáveis dos trabalhadores para empresas como Google, Microsoft e Meta, além de companhias ligadas ao mercado publicitário digital. As ferramentas também demonstraram capacidade de rastrear localização em tempo integral, mesmo quando os aplicativos permanecem em segundo plano.
Riscos e recomendações
Os autores do estudo destacam que o compartilhamento de dados expõe fragilidades nas políticas de privacidade corporativas e reforça a necessidade de regulamentação mais rígida. Entre os riscos identificados estão o acesso a informações pessoais fora do ambiente de trabalho e a falta de transparência sobre o uso desses dados por terceiros. Especialistas sugerem que mudanças legais devem ser implementadas para limitar práticas de vigilância digital, garantindo maior proteção aos trabalhadores.