Brasil e 44 países debatem eliminação global de combustíveis fósseis em conferência na Colômbia
A 1ª Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em Santa Marta, Colômbia, reúne 45 países para discutir o fim do uso de combustíveis fósseis. O evento, proposto pelo Brasil durante a COP30, ocorre em meio a uma crise de oferta de petróleo agravada pela guerra no Irã. Ministros, representantes de governos e setores econômicos buscam formar uma coalizão global para acelerar a transição energética, apesar da ausência de grandes produtores como EUA e Arábia Saudita.
Contexto e objetivos da conferência
A conferência, que se inicia em 24 de abril de 2026, é organizada pela Colômbia e pela Holanda e conta com a participação de 45 países, incluindo grandes produtores de petróleo como Austrália, Canadá, Noruega, Brasil e México, além de nações dependentes de carvão, como Turquia e Vietnã. O objetivo central é discutir estratégias para eliminar gradualmente o uso de combustíveis fósseis, uma proposta inicialmente apresentada pelo Brasil durante a COP30. A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez-Torres, destacou a urgência do tema, especialmente após a crise de oferta de petróleo desencadeada pela guerra no Irã, que reforçou a necessidade de uma geopolítica voltada para a transição energética.
Participação e ausências notáveis
Entre os participantes, destacam-se países europeus como Alemanha, França e Reino Unido, que, apesar de investirem em energias renováveis, ainda dependem significativamente do petróleo. Estados insulares, como Tuvalu, também estão presentes para defender suas demandas por reparação climática e sobrevivência. No entanto, a conferência não conta com a participação de grandes produtores de combustíveis fósseis, como Estados Unidos e Arábia Saudita, o que pode limitar o alcance das discussões e acordos.
Expectativas e desafios
A expectativa da ministra Vélez-Torres é que o encontro resulte na formação de uma coalizão de países e setores econômicos dispostos a agir concretamente pela eliminação dos combustíveis fósseis. Ela enfatizou que o evento é uma oportunidade única para discutir abertamente o tema, algo que não havia ocorrido em outros fóruns internacionais. Contudo, os desafios são significativos, incluindo a dependência econômica de muitos países em relação aos combustíveis fósseis e a resistência de grandes potências produtoras em aderir ao debate.