Longevidade exige reimaginação da vida após os 60, afirma autor de best-seller sobre envelhecimento
Michael Clinton, autor do livro 'Longevity Nation', defende que a sociedade ainda não se preparou física e mentalmente para vidas mais longas. Ele destaca a necessidade de reavaliar relacionamentos, assumir novas identidades e planejar o futuro a partir da meia-idade, além de ensinar longevidade desde a infância.
Reimaginação e novos rumos na meia-idade
Em entrevista ao G1, Michael Clinton, ex-executivo do mercado editorial e autor do best-seller 'ROAR' (2021), detalha sua abordagem para a longevidade baseada no acrônimo ROAR: Reimagine yourself (Reimagine-se), Own who you are (Assuma quem você é), Act on what’s next for you (Trabalhe para viabilizar seus próximos passos) e Reassess your relationships (Reavalie seus relacionamentos). Clinton argumenta que a visão do século XX, que trata a vida como curta, limita as possibilidades após os 65 anos. "Minha proposta é caminhar na direção oposta: se abrir para novas experiências", afirma. Ele ressalta que crianças de 5 anos hoje têm alta probabilidade de viver até os 100, o que exige educação sobre escolhas saudáveis e planejamento financeiro desde cedo.
Revolução em setores como IA e medicina de precisão
Clinton observa que a longevidade está se tornando uma conversa global, com um novo ecossistema emergindo em áreas como inteligência artificial e medicina de precisão. "Temos que acompanhar o trabalho realizado em Singapura, cujas políticas públicas estão na vanguarda", destaca. O autor enfatiza que a sociedade precisa se adaptar a essa realidade, abandonando a ideia de que a vida se encerra na aposentadoria e abraçando a segunda metade da vida como uma fase de novas oportunidades.