Empresas abandonam parceria exclusiva com laboratórios de IA e adotam modelos 'plug and play'
CEO da Vercel, Guillermo Rauch, afirma que a era de depender de um único laboratório de IA, como OpenAI ou Anthropic, chegou ao fim. Empresas agora combinam diferentes modelos para otimizar custos e desempenho, incluindo opções como Gemini, DeepSeek e GLM-5.2. A estratégia reflete a busca por eficiência após fase de prototipagem intensa em 2025.
Modelos de IA se tornam modulares
Guillermo Rauch, CEO da Vercel, declarou em entrevista ao TechCrunch que as empresas deixaram de adotar um único laboratório de IA para todas as suas necessidades. Segundo ele, a abordagem atual é modular, com cada parte da pilha de IA — como modelo, plataforma de dados, sandbox e gateway — sendo tratada como 'plug and play'. Rauch destacou que modelos como Gemini, da Google, ganham destaque por suas 'características impressionantes de custo-benefício' em escala. Além disso, modelos chineses como DeepSeek e GLM-5.2, da Z.ai, também registram adoção acelerada.
Fase de prototipagem dá lugar à produção
Rauch observou que 2025 foi marcado por uma corrida de prototipagem, com empresas desenvolvendo agentes de IA de forma generalizada. Em 2026, no entanto, o foco se voltou para os desafios da implementação em produção. A mudança ocorre em um contexto onde os gastos com IA não se traduzem automaticamente em valor para os clientes. Executivos como Brian Armstrong, CEO da Coinbase, já experimentam modelos chineses, como GLM-5.2 e Kimi AI, como alternativas para reduzir custos.