Pagode invade Festa do Peão de Barretos 2026 com recorde de atrações e estratégia de bastidores
A edição de 2026 da Festa do Peão de Barretos, tradicional evento sertanejo, registra o maior número de atrações de pagode das últimas décadas. Alexandre Pires, Belo, Pixote e Turma do Pagode foram confirmados, com Alexandre Pires se apresentando no palco principal. A inclusão do gênero reflete uma estratégia de experimentação e conexão com o público, após críticas anteriores por tentativas de inserir pop e funk.
Recorde de atrações e destaque no palco principal
A Festa do Peão de Barretos 2026 quebra um recorde ao confirmar quatro atrações de pagode: Alexandre Pires, Belo, Pixote e Turma do Pagode. Pela primeira vez em uma década, um artista do gênero — Alexandre Pires — se apresenta no Palco Estádio, o principal do evento. Nas últimas dez edições, o máximo de representantes do pagode nos palcos principais (Estádio e Amanhecer) foi de dois por ano. A presença massiva do gênero marca uma mudança na programação, tradicionalmente dominada pelo sertanejo.
Estratégia de bastidores e conexão com o público
Pedro Muzetti, diretor cultural da Festa do Peão de Barretos, destacou que o evento sempre buscou inovar, apesar das críticas iniciais. "Somos um evento com os maiores nomes do sertanejo, 90, 95% do line-up é de artistas do gênero, mas também tentamos inovar. Sabemos que, num primeiro momento, as críticas aparecem, tem gente que não gosta. Mas no dia do show costuma dar certo", afirmou. A estratégia para incluir mais pagodeiros começou em 2025, com negociações nos ranchos — espaços secundários do evento onde artistas se apresentam e empresários fazem conexões. Alex Kalil, da produtora GR Show, foi peça-chave ao gerenciar a agenda de Belo, Turma do Pagode e Pixote.
Recepção diferenciada em comparação a outros gêneros
Muzetti observou que o pagode tem uma recepção mais positiva em comparação a outros gêneros, como o funk, que já gerou polêmicas em edições anteriores. "Com pagode, percebo que a recepção é diferente, existe uma conexão maior do que com outros gêneros", explicou. A inclusão de nomes como Anitta e MC Kevinho em edições passadas foi alvo de críticas por parte do público mais tradicionalista, mas a aposta no pagode parece ter encontrado um terreno mais favorável, alinhando-se à identidade cultural do evento.