Anvisa suspende produtos da Ypê após denúncia de contaminação por bactéria potencialmente fatal
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão de produtos líquidos da Ypê após denúncia da Unilever, que identificou contaminação por Pseudomonas aeruginosa em 18 lotes. A bactéria, associada a infecções graves, foi encontrada em análises laboratoriais independentes, levantando alerta sobre riscos à saúde dos consumidores.
Denúncia da Unilever e contaminação confirmada
A Unilever, proprietária de marcas como Omo e Cif, protocolou denúncias junto à Anvisa e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) em outubro de 2025 e março de 2026, relatando contaminação microbiológica em produtos da Ypê. Foram identificados 18 lotes contaminados com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, incluindo versões de Tixan Ypê Express, Primavera e Maciez, com validade até junho de 2027. Análises realizadas pelos laboratórios Charles River e Eurofins confirmaram a presença da bactéria, descrita como de 'iminente risco à saúde' nos documentos da Unilever.
Riscos à saúde e medidas regulatórias
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria associada a infecções graves, especialmente em indivíduos com sistema imunológico comprometido. A Anvisa, após receber as denúncias, determinou a suspensão imediata dos produtos contaminados. A agência reguladora também investiga relatos de um 'recolhimento silencioso' de lotes no mercado, conforme mencionado pela Unilever. A medida visa evitar a exposição dos consumidores a riscos sanitários, enquanto a Química Amparo, fabricante dos produtos, ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso.