Ministro da Fazenda defende imposto global sobre ultrarricos em evento na França
Dario Durigan, ministro da Fazenda do Brasil, participou de evento em Paris e defendeu a adoção de um imposto mínimo global sobre fortunas de bilionários. A proposta, liderada pelo economista Gabriel Zucman, prevê taxação de 2% sobre patrimônios superiores a US$ 100 milhões. O tema não está na agenda oficial do G7, mas Durigan afirmou estar disposto a discutir justiça fiscal no fórum.
Contexto e proposta
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em Paris para reuniões preparatórias da cúpula do G7, que ocorrerá na França em junho de 2026. Durante evento promovido pela revista *Le Grand Continent*, Durigan defendeu a implementação de um imposto mínimo global de 2% sobre fortunas de bilionários com patrimônio superior a US$ 100 milhões. A proposta é liderada pelo economista Gabriel Zucman, diretor do Observatório Fiscal Internacional, que colabora com o Ministério da Fazenda brasileiro desde a presidência do G20 em 2024. Embora o tema não esteja entre as prioridades oficiais do G7, Durigan afirmou: 'Se tiver espaço para discutir justiça tributária, eu sou o primeiro a topar'.
Resistência e avanços
A discussão sobre taxação de ultrarricos enfrentou resistência de países como os Estados Unidos, mas foi incluída na agenda do G20 durante a cúpula realizada no Rio de Janeiro. No Brasil, a reforma fiscal aprovada em 2025 já incorporou medidas de justiça tributária, servindo como exemplo para o debate global. Durigan destacou que o poder de agenda do G7 pode influenciar a inclusão do tema em futuras discussões, mesmo que não seja uma prioridade imediata do grupo.