Irã Adverte que Responderá 'Com Força' a Violações de Cessar-Fogo; Deputado Israelense Critica Lei de Pena de Morte a Palestinos
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que Teerã responderá com força a qualquer agressão ou violação do cessar-fogo com os Estados Unidos, após relatos de ataques. Em Israel, o deputado Ofer Cassif classificou um projeto de lei que prevê pena de morte para palestinos como "genocida e racista". As negociações para o fim do conflito envolvendo Irã, EUA e Israel estão programadas para iniciar no Paquistão.
Tensão no Oriente Médio: Irã Alerta para Resposta Forte e Israel Debate Pena de Morte
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, advertiu que o Irã responderá decisivamente a qualquer agressão ou violação do acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após relatos de ataques às ilhas de Lavan e Siri, apesar de um cessar-fogo mediado pelo Paquistão que buscava encerrar 41 dias de combates entre o Irã e a coalizão EUA-Israel. Pezeshkian enfatizou que uma proposta iraniana de 10 pontos estabelece uma estrutura para o fim definitivo do conflito, incluindo um cessar-fogo no Líbano, e agradeceu ao Paquistão pelos esforços de mediação. Em paralelo, o deputado israelense da oposição Ofer Cassif criticou um projeto de lei aprovado pelo Knesset que prevê pena de morte para palestinos na Cisjordânia ocupada, classificando-o como "lei de genocídio" e "flagrantemente racista" por se aplicar exclusivamente à população palestina, enquanto as forças israelenses seriam impunes por massacres diários. Cassif mencionou que a proposta tem limitações formais, pois a Cisjordânia não é reconhecida como parte da soberania israelense pelo direito internacional e pelas Nações Unidas. A legislação, promovida pelo ministro de Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, teve aprovação com 62 votos a favor e oito contra, e a coalizão de Cassif apresentou petição à Suprema Corte israelense contra a norma. Paralelamente, o chefe do programa nuclear do Irã, Mohammad Eslami, reiterou que o programa de enriquecimento de urânio do país não será restringido, contrariando declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que o Irã não poderá mais enriquecer urânio após a guerra. Negociações entre EUA e Irã para finalizar a guerra, que também envolve Israel, estão agendadas para o Paquistão, em meio a um cessar-fogo considerado frágil pelo Irã, que acusa rivais de violá-lo.