Gustavo Petro conclui mandato histórico na Colômbia com avanços trabalhistas e legado progressista
Gustavo Petro encerra quatro anos como o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, marcado por reformas trabalhistas, previdenciárias e agrárias, além de uma postura ativa em defesa da causa palestina e do combate às mudanças climáticas. Especialistas destacam seu legado na ampliação de direitos sociais e na diversificação econômica, apesar da derrota eleitoral para o ultradireitista Abelardo de la Espriella.
Reformas trabalhistas e previdenciárias
Durante seu mandato, Gustavo Petro implementou uma reforma trabalhista aprovada em 2025 que eliminou contratos com pagamento por hora trabalhada, aumentou adicionais para trabalho em domingos e feriados, e obrigou empresas a transparência em regulamentos internos. A medida também regularizou trabalhos digitais, como serviços prestados via aplicativos. Além disso, Petro promoveu uma reforma previdenciária e avanços em etapas do processo de paz, incluindo a defesa do conceito de 'paz total', inédito na Colômbia.
Legado histórico e desafios
Especialistas, como a acadêmica Amanda Harumy, destacam que Petro deixa um 'grande legado para a história colombiana e da política na América Latina'. Entre os marcos, estão o aumento de 40% no salário mínimo e a construção de um campo progressista institucional. Apesar dos avanços, seu governo enfrentou resistência da oposição e conflitos internos, culminando na derrota eleitoral para Abelardo de la Espriella.