Ministério da Saúde Decide Não Incluir Vacina Contra Meningite B no SUS
O Ministério da Saúde informou, através de publicação no Diário Oficial da União, que não incorporará a vacina contra meningite do tipo B ao Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças menores de 1 ano. O imunizante, que protege contra o sorogrupo mais frequente da doença meningocócica no Brasil, continuará disponível apenas na rede privada, com custos por dose que variam entre R$ 600 e R$ 750, podendo o esquema completo ultrapassar R$ 2 mil.
Decisão Baseada em Análise de Custo-Benefício e Orçamento
A decisão de não incluir a vacina contra meningite B no SUS foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que avalia a inclusão de novas tecnologias com base em eficácia, segurança, impacto epidemiológico e custo. Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), fatores como o número de casos, a gravidade da doença, o alto custo da vacina e a logística de distribuição para milhões de nascimentos anuais foram considerados. Kfouri explicou que, apesar da meningite B ser o sorogrupo mais prevalente, a doença não é considerada frequente o suficiente para justificar a vacinação universal diante do preço elevado do imunizante, especialmente em um cenário de orçamento limitado para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que precisa priorizar outras incorporações.
Vacina Contra Meningite B Segue Disponível Apenas em Rede Privada
Com a não incorporação ao SUS, famílias que desejarem imunizar seus filhos contra a meningite B terão de recorrer a clínicas particulares. O esquema vacinal, que inclui de duas a três doses no primeiro ano de vida, além de reforços, pode gerar um custo total superior a R$ 2 mil. Atualmente, o SUS oferece vacinas contra outros sorogrupos da bactéria meningocócica, como os tipos C e ACWY, mas não contempla o tipo B.