Novo terror 'Passenger' estreia nos cinemas com trama de entidade demoníaca em viagem de van
Dirigido por André Øvredal, conhecido por 'A Autópsia', 'Passenger' abandona o clima claustrofóbico de seus trabalhos anteriores para explorar uma história de terror sobrenatural em movimento. O filme acompanha um casal que, ao adotar um estilo de vida nômade em uma van, se depara com uma entidade demoníaca que os persegue durante uma viagem pelos Estados Unidos. Apesar do conceito inovador, a produção enfrenta críticas por personagens pouco desenvolvidos e uma narrativa que demora a engatar.
Enredo e personagens
O filme inicia com uma sequência impactante, na qual um grupo de amigos é atacado por uma entidade misteriosa durante uma viagem. A trama então se concentra em Maddie (Lou Llobell) e Tyler (Jacob Scipio), um casal jovem que decide deixar Nova York para viver em uma van, percorrendo estradas pelo país. A inexperiência do casal os torna vulneráveis quando, em uma noite chuvosa, cruzam com o mesmo veículo da abertura do filme, despertando a atenção de uma força sobrenatural que passa a assombrá-los. O roteiro, assinado por Zachary Donohue e T.W. Burgess, investe tempo na adaptação do casal à vida nômade, mas falha em criar conflitos internos ou tensões que tornem a dupla mais interessante. Maddie e Tyler são retratados como um casal excessivamente harmonioso, trocando presentes fofos, como bonecos de Bob Ross, e planejando propostas de casamento, o que contrasta com a atmosfera sombria do terror que os cerca.
Recepção e críticas
Apesar do potencial do conceito, 'Passenger' é criticado por não explorar a fundo a mitologia da entidade demoníaca que assombra o casal. A veterana Melissa Leo aparece em participações esparsas como uma nômade experiente, trazendo um alívio cômico e um contraponto mais dinâmico aos protagonistas. No entanto, sua presença não é suficiente para compensar a falta de profundidade na construção do vilão sobrenatural ou na evolução dos personagens principais. A demora em desenvolver conflitos reais entre Maddie e Tyler, além da ausência de um arco dramático mais robusto, resulta em uma narrativa previsível e pouco envolvente, mesmo com a promessa de um terror itinerante.