Executor de homicídio no Maranhão afirma que crime foi 'ensaiado' e aponta envolvimento de conselheiro do TCE
Em depoimento à Polícia Federal, Gilbson Júnior, condenado por um assassinato em São Luís, afirmou que o crime ocorreu após uma 'emboscada' que contou com a participação direta de Daniel Brandão, conselheiro e presidente afastado do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA). O executor alegou que a versão inicial da Polícia Civil foi manipulada para proteger a família do governador do estado e que houve tentativas de suborno para retirar nomes de parentes do governador das investigações.
Depoimento e Emboscada
Gilbson Júnior relatou à Polícia Federal que o crime, ocorrido em agosto de 2022, foi fruto de uma reunião para discutir desvios de verbas públicas. Ele afirmou que Daniel Brandão o convocou para uma reunião e, ao se recusar a entrar em um veículo, foi confrontado. O executor alegou que a versão de que ele teria atirado pelas costas foi uma fraude processual para aumentar sua condenação.
Investigação e Afastamento
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o afastamento cautelar de Daniel Brandão do cargo por 180 dias. A decisão destacou a omissão da Polícia Civil do Maranhão em incluir o conselheiro nas investigações iniciais, apesar de ele ter sido captado por câmeras de segurança. O caso agora é investigado pela PF para apurar possíveis conexões com propinas e organização criminosa.