Suprema Corte dos EUA amplia poder de Trump, mas barra restrição à cidadania por nascimento
A Suprema Corte dos EUA, com maioria conservadora, decidiu a favor de ampliar o controle de Donald Trump sobre agências reguladoras e permitiu que estados proíbam atletas transgênero em competições universitárias. No entanto, rejeitou a proposta de restringir o direito à cidadania americana por nascimento, demonstrando limites à lealdade dos juízes ao presidente.
Decisões favoráveis e contrárias a Trump
Na última semana, a Suprema Corte dos Estados Unidos anunciou decisões em casos nos quais o governo de Donald Trump era parte interessada. Entre as vitórias para o presidente, destacam-se a ampliação do poder do Executivo para controlar agências reguladoras e a permissão para que estados proíbam atletas transgênero em competições universitárias. Contudo, a Corte rejeitou a proposta de Trump de restringir a cidadania pelo chamado 'direito de nascimento', um entendimento constitucional consolidado há mais de um século.
Composição e influência conservadora
A Suprema Corte dos EUA possui atualmente uma maioria conservadora, com seis dos nove juízes indicados por presidentes republicanos. Segundo especialistas, essa composição reflete uma estratégia de longo prazo da Federalist Society, grupo que promove uma leitura 'originalista' da Constituição. Essa corrente defende que o presidente deve ter controle pleno sobre o poder Executivo, reduzindo a autonomia de agências independentes. No entanto, a decisão contra a restrição da cidadania por nascimento evidencia que nem todos os juízes conservadores seguem incondicionalmente as propostas de Trump.