Ministro israelense de extrema-direita defende assentamentos ilegais no Líbano e expansão territorial
Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, declarou apoio à construção de assentamentos no Líbano e reafirmou planos de incentivar migração de Gaza e Cisjordânia. A declaração ocorre em meio a ataques aéreos e bombardeios israelenses no sul do Líbano, que já deixaram 2.951 mortos e 8.988 feridos desde março de 2026. A ONU condenou a expansão territorial israelense, classificando-a como ilegal.
Contexto e declarações
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita, afirmou em discurso na Yeshiva Merkaz HaRav nesta sexta-feira (15/05) que Israel 'quer assentamentos no Líbano e não deve ter medo de pressão'. Ben-Gvir, conhecido por defender o projeto do 'Grande Israel', também mencionou planos para incentivar a migração de Gaza e da Cisjordânia (Judeia e Samaria, como referido pelo ministro). 'Não temeremos eliminar todos aqueles que se levantarem para nos matar', acrescentou, ao lado do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já havia endossado publicamente, em agosto de 2025, a visão de ampliar as fronteiras de Israel sobre territórios palestinos e partes da Síria, Jordânia e Líbano.
Reações internacionais e ataques em curso
A expansão de assentamentos israelenses na Palestina e Cisjordânia é considerada ilegal pela comunidade internacional. Em 5 de dezembro de 2025, a Assembleia Geral da ONU condenou a ocupação, incluindo Al-Quds (Jerusalém) e as Colinas de Golã, com 146 votos a favor, 13 contra e 17 abstenções. Apesar da condenação, Israel mantém ofensiva no Líbano, com ataques aéreos em Tire, Bint Jbeil e Nabatieh, além de bombardeios de artilharia em aldeias como Mayfadoun e Zawtar al-Sharqiyeh. Segundo o Ministério da Saúde Pública do Líbano, os ataques israelenses resultaram em 2.951 mortos e 8.988 feridos entre 2 de março e 15 de maio de 2026.