Senado Encerra CPI do Crime Organizado Sem Prorrogação
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado terá seu funcionamento encerrado em 14 de abril, sem prorrogação de prazo, conforme decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A justificativa para a decisão foi evitar problemas em ano eleitoral. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, criticou a decisão e solicitou maior tempo para análise de um "volume monumental" de documentos.
Fim da CPI do Crime Organizado
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), informou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar o prazo de funcionamento da comissão. A CPI, instalada no início de novembro, encerraria suas atividades em 14 de abril. Alcolumbre atribuiu a decisão à possibilidade de a comissão gerar problemas em um ano eleitoral. O relatório final será apresentado no último dia de funcionamento, com base nas informações já coletadas.
Argumentos para Prorrogação Ignorados
O pedido de prorrogação, apresentado por Vieira e apoiado por 28 senadores, visava dar tempo para a análise de um "volume monumental" de documentos, cruzar dados coletados e ouvir investigados e testemunhas. Vieira argumentou que o prazo atual era insuficiente para diagnosticar a atuação de facções e milícias em diferentes estados, e que ainda desejava ouvir governadores e secretários de segurança regionais.
Ausência de Depoimento Crítica
A CPI enfrentou a ausência do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que havia sido convidado em fevereiro e convocado posteriormente. Rocha obteve autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para não comparecer à reunião desta terça-feira.