CEO da Box defende desperdício de tokens de IA para incentivar inovação; pioneiro em IA utiliza 12 agentes como 'chief of staff'
Aaron Levie, CEO da Box, declarou que sua empresa não se preocupa com o gasto de tokens de IA por seus engenheiros, pois isso indica a exploração de novas ideias. Paralelamente, Illia Polosukhin, coautor do artigo 'Attention Is All You Need', utiliza 12 agentes de IA configurados para agir como um 'chief of staff' de bilionário.
Perspectiva do CEO da Box sobre uso de IA
Aaron Levie, CEO da Box, expressou sua postura em relação ao uso de tokens de Inteligência Artificial por sua equipe. Em uma entrevista, Levie afirmou que prefere que os tokens sejam 'desperdiçados', pois isso significa que a empresa está 'tentando coisas novas'. Essa visão contrasta com a tendência em Silicon Valley de maximizar o uso de tokens. Levie comparou a situação com a de Jensen Huang, CEO da Nvidia, que afirmou que ficaria 'profundamente alarmado' se um engenheiro de alto salário não utilizasse uma quantia significativa de tokens. Empresas como Meta e OpenAI incentivam o 'Tokenmaxxing', exibindo rankings dos maiores consumidores de tokens. Levie destacou que o uso de tokens não se limitará a equipes de engenharia e que questões sobre a duração de prompts e agentes de IA, bem como a paralelização de tarefas, ainda estão sendo debatidas. Ele acredita que a solução para esses desafios dependerá da capacidade dos data centers.
Uso de múltiplos agentes de IA por Illia Polosukhin
Illia Polosukhin, um dos coautores do influente artigo 'Attention Is All You Need', utiliza um sistema com 12 agentes de IA. Ele os instrui a atuar como um 'chief of staff' de bilionário, com a missão de aprimoramento profissional. Um exemplo de tarefa seria resumir notas de reuniões, documentos do Google Drive e mensagens do Slack para fornecer coaching e um resumo executivo, identificando pontos ausentes e gargalos em decisões. Polosukhin vê isso como um vislumbre do futuro, onde agentes de IA poderão realizar transações, coordenar cadeias de suprimentos e intermediar negociações em larga escala, tanto para indivíduos quanto para empresas. No entanto, ele alerta que a sociedade, o internet e as instituições governamentais não estão preparadas para a disponibilidade da Inteligência Artificial Geral (AGI).