Casamento coletivo no Irã vincula matrimônios a juramento de 'autossacrifício' em guerra contra EUA e Israel
Centenas de casais se casaram em cerimônias coletivas em Teerã sob a condição de jurar disposição para o 'autossacrifício' na guerra contra os Estados Unidos e Israel. Eventos foram patrocinados pelo regime iraniano e transmitidos ao vivo pela TV estatal, com participação de fuzis e imagens do líder supremo, Mojtaba Khamenei. Autoridades iranianas afirmam que o objetivo é reforçar o moral da população em meio ao conflito.
Contexto e condições do casamento coletivo
Mais de cem casais participaram de cerimônias coletivas de casamento em Teerã, realizadas na noite de 18 de maio de 2026. Os eventos ocorreram em diversas praças da capital iraniana, incluindo a praça Imam Hossein, onde os noivos declararam disposição para o 'autossacrifício' (janfada, em persa) na guerra contra os Estados Unidos e Israel. As cerimônias foram patrocinadas pelo regime iraniano e transmitidas ao vivo pela televisão estatal, com a presença de símbolos como fuzis e fotos do líder supremo, Mojtaba Khamenei. Segundo a imprensa local, os participantes se inscreveram em um programa que incentiva o compromisso com a defesa do país, incluindo a formação de correntes humanas em torno de infraestruturas críticas, como usinas elétricas.
Reações e impacto político
As cerimônias foram interpretadas como uma estratégia do regime iraniano para reforçar o moral da população em um contexto de tensões contínuas com os Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou novas ações militares contra o Irã nesta terça-feira (19), apesar do cessar-fogo em vigor. Uma noiva, cujo nome não foi revelado, declarou à agência Mehr que, embora o país esteja em guerra, os jovens têm o direito de se casar. As imagens dos eventos mostram casais chegando em veículos decorados, como um jipe rosa equipado com um fuzil, e a presença de símbolos patrióticos, como a foto do líder supremo.