Eleição presidencial de 2026 tem recorde de chapas 'puro-sangue' desde redemocratização
Das 13 candidaturas confirmadas para a Presidência da República em 2026, 12 são formadas por presidente e vice do mesmo partido, representando 92% do total. A única exceção é a chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). O recorde anterior era de 2014, com 10 das 11 chapas 'puro-sangue'.
Contexto histórico e comparação
A eleição presidencial de 2026 registra o maior percentual de chapas 'puro-sangue' — formadas por presidente e vice do mesmo partido — desde a redemocratização do Brasil. Em 1989, primeiro pleito após a ditadura militar, 83% das chapas (19 de 22) seguiam esse modelo. O recorde anterior havia sido estabelecido em 2014, quando 10 das 11 candidaturas eram compostas por integrantes da mesma sigla. A única chapa com coligação partidária naquele ano foi a de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB). Em 2002, apenas metade das seis candidaturas optou por chapas 'puro-sangue', refletindo um cenário mais fragmentado.
Fatores por trás do recorde
Especialistas apontam que a dificuldade de formação de alianças e o isolamento de siglas contribuem para o aumento de chapas 'puro-sangue'. A polarização política e a fragmentação partidária também são citadas como razões para a preferência por candidaturas sem coligações. A única exceção em 2026 é a chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), que mantém a tradição de alianças entre partidos distintos.