Billy Corgan recusa uso de IA na música, chama de 'pacto com o diabo'; Diplo adota postura pragmática
Billy Corgan, vocalista do The Smashing Pumpkins, declarou categoricamente sua recusa em utilizar inteligência artificial na criação musical, comparando-a a um 'pacto com o diabo'. Em contrapartida, Diplo sugere que artistas devem se adaptar à tecnologia ou enfrentar a obsolescência.
Corgan critica IA como ameaça à alma da criação musical
Durante sua participação no podcast 'And the Writer Is…', Billy Corgan expressou sua forte oposição ao uso de inteligência artificial na música. Ele afirmou que tal prática representa um 'pacto com o diabo', algo que inevitavelmente levará à destruição da indústria e da própria essência da composição. Corgan argumentou que a pressão, a busca por inspiração, a introspecção e a incerteza sobre ter algo mais a dizer são componentes cruciais da jornada de um compositor, elementos que a IA não pode replicar. Para ele, a colaboração com outros músicos humanos, com sentimentos e conflitos genuínos, é o que confere valor à criação artística, contrastando com a interação com algoritmos. Ele enfatizou que a dúvida e o esforço para encontrar novas ideias são a fonte da magia musical e que pretende manter-se fiel a esse processo.
Diplo aconselha adaptação ou obsolescência diante da IA
Em contraste com a visão de Corgan, Diplo adotou uma perspectiva mais pragmática em relação à inteligência artificial na música. Ele sugeriu que artistas que não se adaptarem às novas tecnologias correm o risco de se tornarem irrelevantes, chegando a afirmar que a alternativa seria 'desistir e virar motorista de Uber'. A fala de Diplo reflete uma preocupação com a inevitabilidade da IA no setor e a necessidade de os profissionais da música encontrarem formas de integrar essas ferramentas em seus fluxos de trabalho para permanecerem competitivos no mercado.