Greve de técnico-administrativos paralisa serviços em 44 universidades federais desde fevereiro
Servidores técnico-administrativos de pelo menos 44 universidades federais brasileiras estão em greve desde fevereiro, com adesões escalonadas até abril. A paralisação, liderada pela Fasubra, exige o cumprimento integral do Termo de Acordo da Greve de 2024 e reivindicações como jornada de 30 horas, implementação do RSC e oposição à Reforma Administrativa. Embora as aulas não tenham sido interrompidas, serviços de apoio como emissão de documentos, bibliotecas e matrículas estão comprometidos.
Reivindicações e impacto da greve
A greve foi deflagrada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) em fevereiro de 2026. As principais demandas incluem o cumprimento integral do Termo de Acordo da Greve de 2024, a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para toda a categoria — incluindo aposentados e pensionistas —, a defesa da jornada de 30 horas semanais com flexibilização para ampliar o atendimento à população, e a oposição à Reforma Administrativa e ao Projeto de Lei 6170/2025. Embora as aulas nas instituições afetadas não tenham sido suspensas, serviços essenciais de apoio, como suporte administrativo, emissão de documentos, funcionamento de bibliotecas e setores de matrículas, enfrentam interrupções ou redução de capacidade operacional.
Instituições afetadas
A paralisação atinge universidades federais em diversas regiões do país. Entre as instituições confirmadas com greve estão a Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) nos campi de Cuiabá, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Universidade Federal de Rio Grande (FURG), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A lista inclui ainda outras 30 instituições em situação semelhante, conforme levantamento realizado pelo G1.