Inadimplência bancária atinge recorde histórico de 4,4% em abril de 2026, aponta Banco Central
A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito alcançou 4,4% em abril de 2026, o maior patamar desde o início da série histórica revisada pelo Banco Central em março de 2011. O recorde ocorre às vésperas do lançamento do programa Desenrola 2.0, destinado à renegociação de dívidas. A inadimplência para pessoas físicas subiu para 5,4%, enquanto para empresas manteve-se em 2,8%.
Detalhes dos indicadores de inadimplência
O Banco Central informou que a inadimplência média total, que considera operações com atraso superior a 90 dias, atingiu 4,4% em abril de 2026. Esse índice é o mesmo registrado em fevereiro deste ano e representa o maior valor desde março de 2011. Para pessoas físicas, a taxa de inadimplência subiu de 5,3% em março para 5,4% em abril, o maior nível desde maio de 2012. No caso das empresas, a inadimplência permaneceu estável em 2,8%, igual ao registrado em março, sendo o maior valor desde maio de 2018.
Endividamento das famílias
Além da inadimplência, os indicadores de endividamento das famílias também se mantiveram elevados. A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses foi de 49,8% em abril, uma leve queda em comparação aos 49,9% de março. Apesar da pequena redução, o patamar permanece alto em relação à média histórica da série, que é de 41,9%.