Rússia lança ataque massivo a instalações industriais e militares da Ucrânia em retaliação a bombardeios recentes
O Exército russo realizou um ataque em larga escala contra alvos do complexo militar-industrial ucraniano nas primeiras horas desta terça-feira (02/06). Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, a operação atingiu aeródromos militares, infraestrutura de energia e transporte em cidades como Kiev, Zaporizhzhia, Kharkiv e Dnipropetrovsk, além de regiões menores. Moscou classificou o ataque como uma 'medida retaliatória' a recentes bombardeios ucranianos, incluindo um ataque a uma residência estudantil em Lugansk e a uma central nuclear em Zaporizhzhia.
Alvos e justificativa do ataque
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que o ataque teve como alvos instalações nas cidades de Kiev, Zaporizhzhia, Kharkiv e Dnipropetrovsk, além de localidades nas regiões de Poltava, Khmelnytskyi e Sumy. Segundo Moscou, a operação foi uma resposta a bombardeios ucranianos realizados nas semanas anteriores, que incluíram o uso de mísseis hipersônicos e ataques a civis. Entre os incidentes citados está o ataque de 22 de maio a uma residência estudantil em Lugansk, que resultou em vítimas civis, e o bombardeio a uma central nuclear em Zaporizhzhia no último sábado (30/05).
Reações e contexto internacional
As autoridades russas descreveram os ataques ucranianos como 'atos terroristas do regime de Kiev' e acusaram o governo de Volodymyr Zelensky e seus aliados ocidentais de violar normas do direito internacional humanitário, incluindo as Convenções de Genebra de 1949. O comunicado russo enfatizou que a Ucrânia tem alvejado civis deliberadamente, citando o ataque à residência estudantil em Lugansk como exemplo da 'natureza nazista e terrorista' do regime ucraniano.