Banco Central endurece regras para exchanges de criptoativos com exigência de auditoria independente
A partir de junho de 2026, o Banco Central do Brasil passará a exigir que prestadoras de serviços de ativos virtuais, como exchanges de Bitcoin e Ethereum, apresentem relatórios de auditoria independente registrada na CVM. A medida visa aumentar a transparência e combater crimes como lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, em meio a preocupações crescentes do governo com o uso ilícito de criptoativos.
Novas exigências para autorização de exchanges
O Banco Central anunciou que, a partir de junho de 2026, as empresas que oferecem serviços de ativos virtuais, como Bitcoin e Ethereum, deverão apresentar um relatório emitido por uma auditoria independente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A medida tem como objetivo avaliar os procedimentos adotados pelas empresas para identificar e prevenir operações suspeitas, especialmente aquelas relacionadas a lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Segundo a autarquia, a exigência busca aumentar a segurança nos processos de autorização e reforçar práticas de combate a crimes no setor.
Preocupações do governo com uso ilícito de criptoativos
Autoridades brasileiras têm demonstrado crescente preocupação com o mercado de ativos virtuais, destacando o potencial uso desses ativos para atividades ilícitas. Recentemente, uma operação da Receita Federal e outros órgãos identificou seis fintechs ligadas a organizações criminosas que utilizavam criptoativos para lavagem de dinheiro. O Banco Central reforçou que a nova exigência de auditoria independente contribui para maior transparência e confiabilidade nos controles adotados pelas empresas do setor.