Estudo revela que asfalto urbano libera substâncias tóxicas e agrava poluição do ar
Pesquisas recentes indicam que o asfalto, amplamente utilizado em áreas urbanas, libera compostos orgânicos voláteis (COVs) que pioram a qualidade do ar. Além de contribuir para o efeito de ilha de calor, o material pode causar problemas respiratórios e aumentar riscos de câncer de pulmão a longo prazo. Cidades como Phoenix, nos EUA, têm até 40% de suas áreas cobertas por superfícies pavimentadas, intensificando o problema.
Impactos na saúde e no meio ambiente
O asfalto, composto por betume derivado do petróleo, emite compostos orgânicos voláteis (COVs) de forma contínua, especialmente em altas temperaturas. Estudos publicados nas revistas *Journal of Hazardous Materials* e *Science of the Total Environment* destacam que essas emissões podem se transformar em partículas ultrafinas durante a noite, afetando a qualidade do ar. A exposição de curto prazo aos COVs pode causar tontura e irritação respiratória, enquanto a exposição prolongada está associada a um aumento na incidência de câncer de pulmão.
Efeito de ilha de calor e degradação do asfalto
Além dos riscos à saúde, o asfalto contribui significativamente para o efeito de ilha de calor urbano. Em cidades como Phoenix, nos Estados Unidos, cerca de 40% das áreas urbanas são cobertas por superfícies pavimentadas, como ruas e estacionamentos. Essas superfícies absorvem energia solar durante o dia e a liberam lentamente à noite, mantendo as temperaturas elevadas. O envelhecimento do asfalto, acelerado pelo calor e pela exposição à luz solar, também intensifica a liberação de substâncias tóxicas.