Crise das Casas Bahia e Marabraz acende alerta de restrição de crédito no varejo
Os pedidos de recuperação judicial das empresas reacenderam o temor de um aperto nas linhas de financiamento para o setor varejista. O cenário atual é comparado à crise da Americanas em 2023, que resultou em uma queda de R$ 12 bilhões no crédito bancário para o varejo em seis meses.
Impacto no Mercado Financeiro
A situação das Casas Bahia e Marabraz gerou preocupação sobre um possível movimento de aversão ao risco por parte de bancos e fundos. O receio é que a restrição de crédito se estenda a toda a cadeia de fornecedores e concorrentes do setor, limitando a oferta de crédito ao varejo. Enquanto o crédito para o varejo caiu R$ 12 bilhões após a crise da Americanas em 2023, outros setores como construção civil e serviços apresentaram crescimento ou estabilidade no mesmo período.
Exposição das Instituições Financeiras
As instituições financeiras figuram entre os principais credores da Casas Bahia. O Banco Digio (instituição digital do Bradesco) possui R$ 2,6 bilhões a receber, seguido pelo Banco do Brasil (R$ 2,4 bilhões), Bradesco (R$ 1,5 bilhão), Riza Gestora de Recursos (R$ 803 milhões) e Redasset Gestão (R$ 585 milhões). A empresa possui uma dívida total de R$ 17,3 bilhões em processo de renegociação via recuperação judicial.