Chefe do PCC é preso na Bolívia após seis anos foragido e retorna ao Presídio Federal de Campo Grande
Gerson Palermo, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi recapturado na Bolívia após seis anos foragido. Ele havia fugido em 2020, horas após obter prisão domiciliar em decisão judicial que gerou polêmica e punição ao desembargador responsável. Palermo foi expulso da Bolívia e transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, onde cumpre pena por crimes como tráfico internacional de drogas e sequestro de avião.
Trajetória criminal e fuga
Gerson Palermo, condenado a quase 126 anos de prisão, construiu um histórico ligado ao tráfico internacional de drogas e crimes de grande repercussão. Em 2000, participou do sequestro de um Boeing 737 da Vasp, forçando o pouso da aeronave em Porecatu (PR) para roubar cerca de R$ 5,5 milhões em malotes do Banco do Brasil. Em 2017, foi preso pela Polícia Federal na Operação All In, acusada de comandar um esquema de tráfico de drogas entre Bolívia e Brasil. Palermo fugiu em 2020, poucas horas após obter prisão domiciliar em decisão do desembargador Divoncir Maran, que posteriormente foi aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Recaptura e retorno ao Brasil
Palermo foi preso na segunda-feira (26) em Cotoca, cidade próxima a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Expulso do país no dia seguinte, ele foi transferido para Mato Grosso do Sul e, na quarta-feira (28), retornou ao Presídio Federal de Campo Grande. Sua recaptura ocorre após investigações apontarem sua atuação na logística de transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil, além de envolvimento em roubos de grande porte e sequestros.