Servidor da Politec em Mato Grosso é investigado por emitir documentos falsos para integrantes do PCC
Um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso foi alvo da Operação Hidra por suspeita de falsificar identidades para membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). O papiloscopista teria emitido documentos para Ricardo Batista Ambrózio, conhecido como 'Perfume', preso em 2025 após 12 anos foragido. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e encontrou canetas emagrecedoras contrabandeadas e anabolizantes.
Detalhes da investigação
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do servidor, em Várzea Grande, e no Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá, onde ele trabalhava como papiloscopista. Durante as buscas, foram apreendidos itens como canetas emagrecedoras contrabandeadas e anabolizantes. O servidor é suspeito de emitir documentos falsos para Ricardo Batista Ambrózio, de 44 anos, conhecido como 'Perfume', um dos principais líderes do PCC fora do sistema prisional paulista. Ambrózio foi preso em julho de 2025 após 12 anos foragido, condenado a 16 anos de prisão por associação criminosa e tráfico de drogas. Sua esposa, de 32 anos, também foi presa em 2025 por uso de documentação falsa.
Contexto da Operação Hidra
A Operação Hidra teve sua segunda fase deflagrada nesta quarta-feira (6). A primeira fase, em julho de 2025, resultou na prisão de Ricardo Batista Ambrózio, que vivia em Várzea Grande desde 2013. A Polícia Civil não divulgou a identidade do servidor investigado, mas confirmou que ele atuava na emissão de documentos oficiais e identificação de vítimas e suspeitos. A Politec não se pronunciou até a publicação da reportagem.