Obesidade Masculina Pode Transmitir Problemas Metabólicos aos Filhos Via Espermatozoide, Aponta Estudo
Nova pesquisa publicada na 'Nature Communications' revela que a obesidade paterna pode influenciar negativamente a saúde metabólica dos filhos através de microRNAs presentes no espermatozoide. Estudos em camundongos indicam que filhotes de pais obesos desenvolvem intolerância à glicose e resistência à insulina, fatores de risco para diabetes tipo 2. A pesquisa sugere que a perda de peso pelo pai pode reverter essa influência.
Mecanismo de Transmissão e Implicações para a Saúde Infantil
Uma pesquisa publicada na revista científica 'Nature Communications', com participação de cientistas brasileiros, investigou como homens com obesidade 'transmitem' problemas metabólicos para seus filhos. O estudo demonstrou que essa influência pode ocorrer através do espermatozoide, mediada por pequenas moléculas chamadas microRNAs, que carregam informações sobre o estado de saúde do organismo paterno. Experimentos realizados com camundongos observaram que filhotes de machos obesos nasciam com peso normal, mas desenvolviam, com o tempo, intolerância à glicose e resistência à insulina. Essas condições são contribuintes para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. A pesquisa também destacou que essa influência negativa paterna pode ser revertida.
Reversibilidade da Influência Paterna
O estudo aponta que a influência negativa da obesidade paterna sobre a saúde metabólica dos filhos pode ser mitigada. Os pesquisadores observaram que, quando o homem obeso perdia peso, ocorria uma redução na quantidade de microRNAs alterados no esperma. Marcelo Mori, professor do Instituto de Biologia da Unicamp e um dos pesquisadores envolvidos, explicou que 'perder peso melhora a 'qualidade molecular' do esperma, pelo menos no que diz respeito aos microRNAs estudados'.