Hezbollah rejeita negociações diretas com Israel e denuncia crimes de guerra no Líbano
O Hezbollah, por meio do deputado Hassan Fadlallah, declarou que o Líbano deve abandonar as negociações diretas com Israel e reforçou a necessidade de um cessar-fogo permanente. O grupo acusou Israel de cometer crimes de guerra ao destruir casas de civis no sul do país. Enquanto isso, Israel emitiu alertas restritivos e manteve operações militares na região, apesar do cessar-fogo temporário de quatro dias.
Posição do Hezbollah e críticas às negociações
O deputado do Hezbollah, Hassan Fadlallah, afirmou que é do interesse do presidente libanês, Joseph Aoun, e do governo do Líbano abandonar as negociações diretas com Israel. Fadlallah destacou que o grupo rejeita qualquer tentativa de impor custos políticos ao país por meio de concessões ao 'inimigo israelense'. No entanto, o Hezbollah expressou apoio à continuidade do cessar-fogo atual, desde que acompanhado pela retirada das forças israelenses do território libanês.
Denúncias de crimes de guerra e operações israelenses
Ali Hassan Khalil, assessor do presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, denunciou que explosões realizadas por Israel em 39 aldeias destruíram casas de civis no sul do Líbano, configurando um 'claro crime de guerra'. Apesar do cessar-fogo temporário, Israel emitiu um comunicado proibindo a circulação em áreas do sul do Líbano e alertando contra a aproximação do rio Litani e vales circundantes. Operações de busca por corpos continuaram no rio, enquanto ataques aéreos atingiram Tayri e uma casa em Barj Qalaouiyeh.