CFM pede banimento total do PMMA no Brasil e Anvisa avalia proibição após proibir uso por médicos
O Conselho Federal de Medicina (CFM) solicitou à Anvisa o banimento da venda do polimetilmetacrilato (PMMA) no Brasil, após proibir médicos de utilizarem a substância em procedimentos estéticos. A medida visa evitar complicações graves em pacientes e coibir práticas por profissionais não habilitados. A única exceção mantida é para tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids no SUS.
Proibição do uso médico e pedido de banimento
O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu, a partir de 2 de junho de 2026, o uso do PMMA (polimetilmetacrilato) por médicos em procedimentos estéticos e reparadores no Brasil. A decisão foi anunciada em coletiva de imprensa pelo presidente do CFM, José Hiran Gallo, que também defendeu o banimento total da substância pelas prateleiras do país. "Vamos marcar reunião com presidente da Anvisa para banir das prateleiras esse produto", afirmou Gallo, destacando que o PMMA traz problemas para "milhares de brasileiros" e que a medida é "uma decisão ética e de extrema segurança para a população". A relatora da resolução, Graziela Boni, reforçou que o uso do PMMA para fins estéticos não é reconhecido internacionalmente, exceto no Brasil para tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS.
Riscos e contexto do uso do PMMA
O PMMA é uma substância sintética composta por microesferas suspensas em gel, utilizada como preenchedor permanente em procedimentos médicos específicos, como correção de deformidades e reconstrução de tecidos. Nos últimos anos, no entanto, o produto passou a ser amplamente utilizado em procedimentos estéticos, como aumento de glúteos e preenchimento facial, prática criticada por entidades médicas devido ao risco de complicações graves. O CFM alerta que o crescimento de procedimentos invasivos realizados por profissionais não médicos tem contribuído para o aumento de casos de danos à saúde dos pacientes. A decisão do CFM ocorre em um contexto de preocupação com a segurança e a regulamentação de práticas estéticas no país.