Governo dos EUA avalia resgate de US$ 500 milhões para Spirit Aviation com participação acionária majoritária
O governo dos Estados Unidos, sob a administração Trump, está próximo de fechar um acordo para resgatar a Spirit Aviation com um empréstimo de US$ 500 milhões. A medida inclui a possibilidade de o governo adquirir até 90% das ações da companhia aérea, que enfrenta dificuldades financeiras e já passou por duas falências em um ano. A ação fez as ações da Spirit dispararem mais de 400% em um único dia.
Contexto e reação do mercado
As ações da Spirit Aviation, que estavam sendo negociadas como *penny stock* e chegaram a valer US$ 0,27 no início da semana, saltaram para US$ 1,62 após o anúncio, acumulando alta de 560% na semana. A companhia foi retirada da bolsa em 2024 e opera no mercado de balcão (*over-the-counter*). O impulso inicial veio após declarações do presidente Donald Trump, que sugeriu apoio governamental à empresa durante entrevista à CNBC. Trump afirmou: 'Talvez o governo federal devesse ajudar essa [empresa]'.
Detalhes do acordo e implicações
Segundo o *Wall Street Journal*, o acordo prevê um empréstimo de US$ 500 milhões à Spirit Aviation em troca de *warrants* (opções de compra) que permitiriam ao governo dos EUA adquirir até 90% das ações da empresa. A medida marca mais uma intervenção direta do governo Trump em empresas consideradas estratégicas, seguindo o padrão adotado em setores como mineração e tecnologia. A Spirit Aviation, conhecida por seu modelo de baixo custo, acumula prejuízos e enfrenta uma crise financeira agravada por fatores como a alta nos preços de combustíveis e a concorrência no setor aéreo.
Impacto e precedentes
A possível intervenção do governo na Spirit Aviation reflete uma estratégia mais ampla da administração Trump de investir em empresas consideradas críticas para a economia ou segurança nacional. Setores como mineração e semicondutores já receberam apoio semelhante, resultando em valorização expressiva das ações. Para a Spirit, o resgate representaria um alívio após duas falências recentes, mas levanta debates sobre o papel do Estado no mercado privado e os riscos de tais intervenções.