Venezuela anuncia libertação de 300 presos, incluindo idosos e doentes, até sexta-feira
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de 300 presos entre segunda (19) e sexta-feira (22), incluindo idosos com mais de 70 anos, pessoas com problemas de saúde e três policiais detidos desde 2003. O governo não confirmou se as libertações estão vinculadas à lei de anistia aprovada em fevereiro. A medida ocorre em meio a tensões políticas e negações do governo sobre a existência de presos políticos no país.
Contexto e detalhes das libertações
Jorge Rodríguez, líder da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, informou que o grupo de 300 presos inclui indivíduos com mais de 70 anos, pessoas com problemas de saúde e três policiais detidos desde 2003. O anúncio não esclareceu se as libertações estão relacionadas à lei de anistia aprovada em fevereiro de 2026, que tem sido alvo de controvérsias. O governo venezuelano, historicamente, nega a existência de presos políticos, alegando que os detidos cometeram crimes comuns. Em janeiro de 2026, Rodríguez já havia anunciado libertações semelhantes, incluindo a da ativista Rocío San Miguel, detida desde 2024 sob acusação de envolvimento em um suposto plano para assassinar Nicolás Maduro. San Miguel, especialista em temas militares e diretora da ONG Control Ciudadano, foi mantida no Helicoide, prisão descrita por organizações de direitos humanos como um 'centro de tortura'. O governo anunciou a desativação do Helicoide, transformando-o em um complexo cultural e esportivo.