Hollywood se divide entre resistência e abraço à Inteligência Artificial
O setor de entretenimento americano tornou-se um campo de batalha sobre o uso da IA. Enquanto nomes como Christopher Nolan e Steven Spielberg criticam a tecnologia, outras celebridades e produtores estão investindo pesado em ferramentas de IA para otimizar a pós-produção, criar efeitos visuais e expandir as fronteiras da narrativa.
Celebridades que abraçam a tecnologia
Diversas figuras de Hollywood estão se posicionando na vanguarda do boom da IA. Ben Affleck, por exemplo, fundou a InterPositive, que utiliza modelos de IA para simplificar processos como mixagem de som e reiluminação de cenas. O diretor James Cameron juntou-se ao conselho da Stability AI, buscando integrar a IA generativa com o CGI para criar novas formas de contar histórias. Já o diretor Martin Scorsese utiliza ferramentas da Black Forest Labs para criar storyboards de forma mais eficiente.
Investimentos e novas empresas
O interesse vai além da criação artística e alcança o setor de investimentos. O ator e investidor Ashton Kutcher fundou a Sound Ventures, que investe em laboratórios de IA como OpenAI e Anthropic. Serena Williams também entrou no jogo com o Starfire Fund, focado em empresas que utilizam IA para potencializar a economia da experiência. Além disso, a atriz Gwyneth Paltrow investiu em diversas startups de automação e tecnologia de voz.
Ferramentas criativas e novas fronteiras
A tecnologia está sendo usada para criar conteúdos que seriam impossíveis ou excessivamente caros para humanos. Os criadores de 'South Park', Matt Stone e Trey Parker, fundaram a Deep Voodoo para oferecer tecnologia de deepfake a criativos. O músico will.i.am, por meio de sua empresa FYI.AI, foca em plataformas de mensagens para a comunidade criativa e até oferece cursos sobre como construir agentes de IA. Tye Sheridan, por outro lado, defende que a ética do uso da IA deve ser avaliada caso a caso, dependendo de como a ferramenta é aplicada em cada instância.