Juiz federal rejeita ação de US$ 3,8 bilhões da Trump Media contra 'The Washington Post' por difamação
Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou a ação de US$ 3,8 bilhões movida pela Trump Media & Technology Group contra o jornal 'The Washington Post'. A decisão, proferida pelo juiz Thomas Barber, concluiu que a empresa não apresentou provas suficientes de que o jornal agiu com 'malícia real' ao publicar alegações consideradas difamatórias. O caso envolvia um artigo de 2023 sobre financiamentos da Trump Media antes de sua fusão para abertura de capital.
Decisão judicial e argumentos
O juiz Thomas Barber, da Corte Distrital dos EUA, decidiu a favor do 'The Washington Post' ao rejeitar a ação por difamação movida pela Trump Media. Barber destacou que a empresa de Donald Trump 'não apresentou evidências que permitissem a um júri concluir, por provas claras e convincentes', que o jornal publicou as alegações com 'malícia real'. A conferência pré-julgamento marcada para 13 de julho de 2026 foi cancelada, e uma ordem escrita detalhando a decisão será publicada posteriormente.
Contexto do processo e correção jornalística
A Trump Media alegou que o 'The Washington Post' conduzia uma 'cruzada de anos' contra a empresa, citando um artigo de maio de 2023 que discutia os esforços de financiamento da companhia antes de sua fusão para abertura de capital. Após descobertas durante o processo, o jornal atualizou o artigo para corrigir uma informação sobre um pagamento de taxa de referência de empréstimo no valor de US$ 240 mil, que não foi realizado pela Trump Media. A empresa afirmou que considerará recorrer da decisão.
Reações das partes envolvidas
Uma porta-voz do 'The Washington Post' declarou ao TheWrap que a equipe está 'satisfeita com a decisão do tribunal' e aguarda a ordem escrita. Já a Trump Media, por meio de um comunicado, afirmou que o jornal 'finalmente admitiu que sua história prejudicial era falsa' após três anos e que acredita que um júri deveria decidir se as falsidades eram passíveis de ação judicial.