Falso médico é preso após morte de paciente com dengue por erro em reanimação em hospital de SP
Polícia Civil prendeu um falso médico suspeito de atuar ilegalmente no Hospital de Clínicas Jardim Helena, na Zona Leste de São Paulo. Uma fisioterapeuta diagnosticada com dengue morreu após sofrer parada cardíaca durante atendimento, e os suspeitos não souberam realizar manobras de reanimação. Ao menos nove mortes estão sendo investigadas em conexão com o caso.
Detalhes da operação policial
A Polícia Civil deflagrou a Operação Hipócrates II, que resultou na prisão de Marcos Phelipe de Barros, que utilizava documentos verdadeiros de um médico chamado Nicolas Joseph Della Matta. Um segundo suspeito, Maike César Silva, fugiu para o Chile. Segundo a polícia, a fisioterapeuta chegou ao hospital com dengue e queda no nível de plaquetas, indicando agravamento do quadro. Durante a parada cardíaca, os suspeitos não souberam realizar procedimentos básicos de reanimação. O delegado José Mariano Filho afirmou que a manobra de ressuscitação é simples para profissionais qualificados. A defesa dos acusados alega que Marcos é biomédico e Maike é instrumentador cirúrgico, o que permitiria atuação em ambiente hospitalar, mas nega exercício ilegal da medicina.
Investigações e consequências
Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou erro de procedimento como causa de uma das mortes investigadas. A polícia apura ao menos nove óbitos possivelmente ligados à atuação dos falsos médicos. A defesa de Marcos Phelipe de Barros classificou a operação como 'midiática e injusta' e afirmou que Maike César Silva pretende se entregar às autoridades. O caso reforça a necessidade de fiscalização rigorosa em instituições de saúde para evitar riscos à população.