Robôs humanoides competem em meia maratona autônoma na China com recorde de participantes
Mais de 300 robôs humanoides participam da segunda edição da meia maratona de robótica em Pequim, marcando um salto na autonomia e resistência das máquinas. O evento, organizado para testar avanços técnicos, inclui terrenos desafiadores e 40% dos competidores operando sem controle remoto. A China lidera o mercado global, com 80% das unidades instaladas em 2025.
Evento testa resistência e autonomia em robótica
A segunda edição da meia maratona de robôs humanoides da China ocorre neste domingo (18) em Pequim, com a participação de mais de 300 máquinas. O evento, que percorre 21 km em terrenos com inclinações pavimentadas e áreas verdes, visa avaliar a durabilidade e a autonomia dos robôs. Em 2025, 70 equipes competiram, um aumento de quase cinco vezes em relação ao ano anterior. Desta vez, cerca de 40% dos robôs operam de forma totalmente autônoma, sem controle remoto, utilizando sensores e simulações de dados para navegação em tempo real.
Tiangong Ultra e a liderança chinesa no setor
O modelo Tiangong Ultra, desenvolvido pelo Centro de Inovação de Robótica Humanoide de Pequim em parceria com a UBTech, foi o vencedor da edição anterior, completando a prova em 2 horas e 40 minutos. Embora o tempo seja o dobro do registrado por atletas humanos, o robô competirá agora sem auxílio externo. A China domina o mercado global de robôs humanoides, respondendo por 80% das 16 mil unidades instaladas em 2025, segundo a Counterpoint Research. Empresas como AgiBot e Unitree enviaram mais de 5 mil unidades cada no último ano, com a Unitree planejando expandir sua produção para 75 mil robôs anuais.
Desafios e perspectivas futuras
Especialistas destacam que, apesar dos avanços, há uma diferença significativa entre a capacidade de "correr" e "trabalhar" dos robôs humanoides. Georg Stieler, diretor da consultoria Stieler, ressalta que o evento é um marco importante, mas ainda há obstáculos técnicos para a aplicação prática dessas máquinas em ambientes industriais ou domésticos. O governo chinês, no entanto, pretende transformar o setor em um dos pilares de sua economia, impulsionando pesquisas e investimentos.