Brasil condena tratamento degradante de Israel contra ativistas da Flotilha da Liberdade e exige libertação de brasileiros
O governo brasileiro emitiu nota oficial repudiando o tratamento humilhante e degradante dispensado por autoridades israelenses, incluindo o ministro da Segurança Interna Itamar Ben-Gvir, a ativistas da Flotilha Global Sumud. O Brasil classificou a interceptação das embarcações em águas internacionais como ilegal e exigiu a libertação imediata dos detidos, entre eles quatro cidadãos brasileiros, além do respeito aos direitos humanos conforme convenções internacionais.
Posição do Brasil e exigências
O Itamaraty divulgou nota na noite de 20 de maio de 2026 na qual 'deplora o tratamento degradante e humilhante dispensado por autoridades israelenses' aos participantes da Flotilha Global Sumud. O documento menciona especificamente o ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben-Gvir, que publicou vídeo mostrando os ativistas sendo agredidos e humilhados sob custódia israelense. Ben-Gvir aparece nas imagens com frases provocativas, como 'Bem-vindos a Israel, nós somos os donos da casa' e 'O povo de Israel está vivo'. O Brasil classificou a interceptação das embarcações em águas internacionais como 'ações ilegais' e exigiu a libertação imediata dos ativistas detidos, incluindo quatro brasileiros. A nota também reforçou o compromisso de Israel com a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes.
Contexto da Flotilha Global Sumud
A Flotilha Global Sumud foi interceptada pela Marinha israelense em águas internacionais enquanto tentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza. Vídeos divulgados mostram os ativistas sendo submetidos a agressões físicas e tratamento humilhante durante a detenção. Entre os detidos, estão quatro cidadãos brasileiros, cujos nomes não foram divulgados. A flotilha tinha como objetivo levar ajuda humanitária e chamar atenção para o bloqueio imposto a Gaza, considerado ilegal pelo direito internacional.