Júri do caso Henry Borel entra no 8º dia com depoimentos de peritos do IML sobre laudos de necrópsia
O julgamento do caso Henry Borel, criança de 4 anos morta em março de 2021, chega ao oitavo dia com depoimentos dos peritos Leonardo Huber Tauil e Jefferson Evangelista Corrêa, responsáveis pelos laudos de necrópsia e complementares. A defesa de Jairinho, acusado pelo crime, questiona a validade dos documentos e alega irregularidades na produção das provas.
Contexto do julgamento e depoimentos esperados
O júri do caso Henry Borel, que começou em maio de 2026, entra em seu oitavo dia com a oitiva dos peritos do Instituto Médico Legal (IML) Leonardo Huber Tauil e Jefferson Evangelista Corrêa. Tauil assinou os laudos de necrópsia e complementares que detalham as lesões encontradas no corpo da criança. A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, ex-vereador do Rio de Janeiro e acusado de homicídio, solicitou os depoimentos para contestar a confiabilidade dos documentos. Desde a prisão de Jairinho, a defesa alega manipulação e irregularidades nos laudos, pedindo a anulação das provas.
Detalhes dos laudos periciais
Cinco laudos foram produzidos no caso, com conclusões que apontam para homicídio. O primeiro laudo, emitido em 8 de março de 2021, indicou que a morte foi causada por hemorragia interna e laceração hepática devido a ação contundente, além de múltiplas equimoses no abdome, membros e dorso, edema cerebral e infiltração hemorrágica no couro cabeludo. O segundo laudo, do dia seguinte, ratificou as mesmas conclusões. O terceiro laudo, também de 9 de março, identificou feridas no lábio inferior possivelmente causadas por tentativa de intubação. O quarto laudo, de 1º de abril de 2021, descartou a hipótese de acidente doméstico e delimitou o horário do crime entre 23h30 do dia 7 de março e 3h30 do dia 8 de março. O quinto laudo, de 20 de abril de 2021, reforçou a conclusão de homicídio.