Senadora chilena Camila Flores é denunciada por esquema de apropriação salarial
A senadora chilena Camila Flores, da extrema direita, enfrenta denúncias de se apropriar de dois terços dos salários de seus assessores. O esquema, similar ao atribuído à família Bolsonaro no Brasil, teria funcionado por anos, inclusive durante seu período como deputada.
Detalhes da Denúncia
Reportagens publicadas em múltiplos meios de comunicação chilenos, incluindo o site El Ciudadano e o Canal 13 de televisão, detalham que a senadora Camila Flores é acusada de se apoderar de dois terços dos salários de seus assessores. Fontes anônimas, supostamente assessores ou pessoas próximas a eles, denunciaram que funcionários recebendo 2,4 milhões de pesos chilenos (aproximadamente R$ 15 mil) entregavam 1,8 milhão (cerca de R$ 10 mil) a Flores em dinheiro vivo, referida como a "cota Flores" para seu uso pessoal. A prática teria sido realizada principalmente durante seu período como deputada, antes de assumir o cargo de senadora em março de 2026.
Trajetória Política e Alinhamento Ideológico
Camila Flores foi eleita senadora pela região de Valparaíso em novembro de 2025. Anteriormente, atuou como deputada pela mesma região por dois mandatos, entre março de 2018 e março de 2026. Filiada ao partido Renovação Nacional, Flores é conhecida por suas declarações em apologia à ditadura de Augusto Pinochet e negação de violações de direitos humanos. Ela demonstra alinhamento ideológico com o presidente chileno José Antonio Kast e se declara fã do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, expressando em 2018 que Bolsonaro "provavelmente pensa como eu e como muitos chilenos que somos gratos aos governos militares".