Irã executa homem por incendiar mesquita e colaborar com Israel e EUA durante protestos
O Irã executou por enforcamento Amir Ali Mirjafari, condenado por incendiar a Grande Mesquita de Gholhak, em Teerã, e colaborar com Israel e os Estados Unidos durante protestos ocorridos no final de 2025. A execução foi confirmada pelo Poder Judiciário iraniano nesta terça-feira (21). Mirjafari foi acusado de atuar em nome do 'regime sionista' e de grupos hostis à segurança nacional.
Contexto da execução
Amir Ali Mirjafari foi enforcado após ser condenado à pena de morte pela Suprema Corte do Irã. Segundo o site Mizan Online, vinculado ao Poder Judiciário iraniano, ele foi considerado culpado por liderar atividades contrárias à segurança nacional, incluindo o incêndio da Grande Mesquita de Gholhak e outras instalações públicas. As acusações incluem colaboração com o Mossad (serviço de inteligência de Israel), o governo dos Estados Unidos e grupos opositores ao regime iraniano. Os atos ocorreram durante protestos que eclodiram no final de dezembro de 2025, inicialmente motivados pelo aumento do custo de vida e que se transformaram em manifestações contra o governo.
Repressão aos protestos e guerra em curso
O Irã tem executado diversas pessoas ligadas aos protestos nos últimos meses, acusando-as de atuar em nome de Israel, dos EUA ou de grupos de oposição, como os Mujahedines do Povo (MEK), organização proibida no país. Desde 28 de fevereiro de 2026, o Irã está em guerra com os Estados Unidos e Israel. Um cessar-fogo frágil, em vigor desde 8 de abril, está próximo de expirar. O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de violar o cessar-fogo 'inúmeras vezes', enquanto pesquisas indicam uma rejeição de 62% a Trump em meio ao conflito.