Doug Liman lança filme gerado por IA e provoca polêmica em Hollywood
O diretor Doug Liman causou controvérsia ao revelar 'Bitcoin: Killing Satoshi', filme com cenários e fundos totalmente gerados por inteligência artificial. A produção, estrelada por Casey Affleck, Gal Gadot e Pete Davidson, gerou reações negativas em Hollywood, onde profissionais temem a substituição de funções técnicas e criativas por IA em meio a uma crise de demissões e fusões no setor.
Reações e críticas da indústria
A divulgação exclusiva de imagens do set de 'Bitcoin: Killing Satoshi' pelo TheWrap desencadeou uma onda de críticas e preocupações em Hollywood. Profissionais da indústria, já abalados por demissões em massa — como os 1.000 funcionários da Disney dispensados recentemente — e pela iminente fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, enxergaram o uso de IA como uma ameaça adicional. O criador de 'Lost', Damon Lindelof, destacou em publicação no Instagram que milhares de trabalhadores técnicos, como iluminadores, cenógrafos e operadores de câmera, correm risco de perder seus empregos. 'Eles estão prestes a ser prejudicados', afirmou Lindelof. Usuários nas redes sociais também se manifestaram, com comentários como 'Slop: The Movie' vindo em breve para um serviço de streaming barato' e críticas à eliminação de funções como design de cenários e departamentos de props.
Contexto da crise em Hollywood
O lançamento do filme de Liman ocorre em um momento de profunda instabilidade na indústria cinematográfica. Além das demissões recentes, a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery é vista como um catalisador para mais cortes. O produtor Ryan Kavanaugh resumiu o cenário: 'Hollywood está quebrada. Filmes que deveriam ser feitos não estão sendo produzidos. Fazer filmes originais é impossível'. A adoção de IA para gerar cenários e fundos em 'Bitcoin: Killing Satoshi' é interpretada como um passo rumo à automação de funções tradicionalmente desempenhadas por equipes técnicas, exacerbando o medo de desemprego no setor.