União Europeia obriga fabricantes a adotarem baterias substituíveis em dispositivos eletrônicos até 2027
A União Europeia aprovou regulamentação histórica que exige que smartphones, tablets e outros dispositivos eletrônicos tenham baterias facilmente substituíveis pelos usuários até 2027. A medida visa reduzir o descarte prematuro de aparelhos e combater a obsolescência programada, impactando gigantes como Apple, Samsung e Xiaomi.
Detalhes da nova legislação
A regulamentação, aprovada em 2023 e com prazo de implementação até 2027, determina que fabricantes de dispositivos eletrônicos, incluindo smartphones, tablets, câmeras digitais, fones de ouvido sem fio, consoles portáteis e bicicletas elétricas, devem projetar produtos com baterias que possam ser removidas e substituídas pelos próprios usuários. A medida também estabelece metas de coleta e reciclagem de baterias, além de requisitos de durabilidade e desempenho mínimo para prolongar a vida útil dos aparelhos.
Reações do mercado e desafios técnicos
Fabricantes como Apple e Samsung, que historicamente resistiram à ideia de baterias substituíveis por questões de design e impermeabilização, terão que redesenhar seus produtos. A Apple, por exemplo, já havia reintroduzido parafusos removíveis em alguns modelos recentes, mas a nova lei exigirá soluções mais acessíveis. Analistas apontam que a mudança pode aumentar os custos de produção inicialmente, mas reduzirá o impacto ambiental a longo prazo. Startups e marcas menores, como Fairphone, já adotam o modelo e podem se beneficiar da nova regra.
Impacto ambiental e econômico
A UE estima que a medida reduzirá o descarte de 500 mil toneladas de resíduos eletrônicos anuais na região. Além disso, a legislação estabelece que, até 2030, 73% das baterias de smartphones deverão ser coletadas para reciclagem, com metas progressivas a partir de 2025. A decisão também pressiona outros mercados, como EUA e Ásia, a adotarem regras semelhantes, embora não haja previsão de legislação global unificada.